Quem, como eu, tem uma filha pré-adolescente sabe que esta é uma época de muitas mudanças. No corpo, no humor, nos relacionamentos.
Até alguns anos atrás as meninas aguardavam o momento da primeira menstruação e nada se podia fazer para mudar o tempo deste acontecimento. Cada uma de nós passou por isso, mais cedo ou mais tarde. A grande questão é quando este tempo é mais cedo.
Hoje existem métodos para retardar a menarca (a primeira menstruação, momento de transição entre a infância e a vida adulta). Mas será que vale a pena? Quais as consequências destes tratamentos a médio e longo prazo?
O tratamento é utilizado principalmente para que as meninas possam crescer um pouco mais. Segundo o presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a prescrição de hormônios é indicada nos casos em que constata-se que a menina não irá crescer muito.
“Os hormônios prescritos para adolescentes retardarem o processo de puberdade fazem com que os ossos tenham um pouco mais de tempo para crescer. Assim, é comum que sejam indicados medicamentos para que o corpo espere mais um pouco”, disse o especialista. Segundo ele, o remédio chega à hipófise (glândula que produz os hormônios) e faz com que a primeira menstruação seja protelada, ou seja, adiada. (Fonte: Band.com.br)
Segundo alguns especialistas, a entrada na puberdade não deve ser adiada, pois isto não fará com que as meninas cresçam mais. O "estirão" ocorre antes disso. Na opinião deles,este é um processo natural,que vai acontecer de qualquer forma.
Existem formas naturais de retardar a puberdade, sem precisar recorrer ao uso de hormônios. Atividades físicas, uma alimentação pouco calórica e uma boa noite de sono ajudam a menina a ter sua primeira menstruação um pouco mais tarde. O uso de hormônios só é indicado em casos de menarca precoce,ou seja,antes dos oito anos de idade.
Na dúvida, é sempre bom conversar com um especialista!

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