sábado, 8 de fevereiro de 2014

Há muito o uso de andadores é assunto polêmico. Em alguns países, como o Canadá, seu uso já está proibido desde 2007 e outros países tentam fazer o mesmo.
Adorado por muitas mães, que dizem que o aparelho traz mais independência ao bebê, que elas ficam mais livres para realizar suas tarefas, deixando-os sozinhos (quando justamente deveriam fazer o contrário, uso de andador = atenção redobrada), o andador é alvo de muitas discussões envolvendo sua segurança.
A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) afirma que seu uso é inútil quando a questão é o desenvolvimento da marcha, prejudicando o desenvolvimento de músculos, atrasando o desenvolvimento motor e que seu uso pode levar à acidentes graves, levando à morte.
Segundo a Academia Americana de Pediatria, dez atendimentos nas emergências para cada mil crianças de até 1 ano são provocados pelo uso do andador a cada ano. Um terço destas ocorrências são de traumas graves.
Um bebê não precisa de independência, ele precisa de cuidado, pois não tem a mínima noção do perigo. Ele precisa, sim, ter o direito de desenvolver a seu tempo, cada uma das etapas psicomotoras de seu desenvolvimento. Firmar a cabecinha, as costinhas, ficar sentado, apoiar-se de quatro, engatinhar, impulsionar para ficar de pé, ficar de pé e dar seus primeiros passos. Em que tempo será isso, só ele sabe. Cada bebê é único, não adianta ficar comparando com o filho da vizinha que aprendeu a andar com 7 meses. Se o seu bebê é saudável, vai chegar o dia em que todas estas coisas vão acontecer, uma a uma. E é lindo de se ver!
Se a mamãe precisa de mais liberdade para realizar suas tarefas, compre um cercadinho, encha de brinquedos seguros e o bebê irá se distrair por um bom tempo. Com segurança.

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